Escolher entre a Elitewheels Drive G42 e a Drive G50 CS não é bem uma questão de 42 ou 50 mm. Ambas são rodas de carbono gravel leves para pneus largos, ambas aceitam pneus de 40 a 60C e ambas têm exatamente o mesmo peso declarado. O que as separa é a largura do aro, o material dos raios e a forma do próprio aro, e essas diferenças apontam para dois tipos de ciclista.
Vendemos e assistimos as duas na IronDeer e rodámos com elas uma a seguir à outra na mesma bicicleta gravel: alcatrão, gravilha compacta, caminhos florestais, subidas e descidas. Como centro de assistência Elitewheels autorizado para Portugal, também vemos como estas rodas ficam depois de uma temporada de uso intenso, um tipo de informação diferente de uma ficha técnica.
Se largura interna, raios de carbono e altura do aro são termos novos para si, cada secção abaixo explica primeiro o que mudam na bicicleta antes de comparar os dois conjuntos. Se já sabe o que procura, a tabela de especificações, as nossas impressões de condução e os guias de decisão levam-no lá mais depressa.
A resposta curta
Os dois conjuntos partem da mesma ideia, uma roda de carbono gravel leve para pneus largos, e depois seguem caminhos diferentes. A G42 tem aro de 42 mm, 28 mm de largura interna e raios de aço Alpina Ultralite Aero. A G50 CS passa para aro de 50 mm, 30 mm de largura interna e raios de carbono de 3,3 mm. Ambas são hooked, tubeless-ready, homologadas para pneus 700 x 40 a 60C e declaradas com 1380 ±30 g o par.
A G42 é a montagem mais contida. O aro mais baixo e os raios de aço convencionais tornam-na no conjunto mais fácil de perceber e de viver com ele, se quer desempenho gravel sério sem se comprometer com uma configuração de competição.
A G50 CS é a mais afiada. Perfil mais alto, interior mais largo, raios de carbono, e a Elitewheels posiciona-a claramente para pneus largos de 40 a 60C e terreno exigente.
Vale a pena parar no peso. A G50 CS não é mais leve. Os dois conjuntos têm os mesmos 1380 ±30 g declarados, por isso não é o habitual upgrade de pagar mais para poupar gramas. Os 200 € compram um conceito de roda diferente, não um número mais pequeno na balança.
Quem faz uma verdadeira mistura de pisos e distâncias longas começa naturalmente pela G42. Quem monta a bicicleta a pensar em velocidade e pneus largos deve olhar com mais atenção para a G50 CS.
Ainda com dúvidas? Pode testar Elitewheels connosco na Nazaré antes de decidir.
Elitewheels G42 vs G50 CS: especificações lado a lado
No papel, têm mais em comum do que os nomes sugerem. Ambas são rodas de carbono 700C, ambas aceitam pneus de 40 a 60C, ambas têm aros hooked, ambas usam um núcleo de roda livre em titânio numa só peça com 60 dentes e 6 graus de engate, e ambas são declaradas com 1380 ±30 g.
As diferenças estão em três sítios: altura do aro, largura interna e raios. Números pequenos numa tabela, mas mudam a forma do pneu, a rigidez da roda e o comportamento em velocidade.
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Especificação
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Drive G42
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Drive G50 CS
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|---|---|---|
| Tamanho da roda | 700C | 700C |
| Material do aro | Carbono | Carbono |
| Altura do aro | 42 mm | 50 mm |
| Largura interna | 28 mm | 30 mm |
| Largura externa | 36 mm | 37 mm |
| Peso declarado | 1380 ±30 g | 1380 ±30 g |
| Raios | Aço Alpina Ultralite Aero | Carbono 3,3 mm |
| Número de raios | 21 à frente / 24 atrás | 21 à frente / 24 atrás |
| Pneus compatíveis | 700 x 40 a 60C | 700 x 40 a 60C |
| Pneu recomendado | 40C | 40 a 60C |
| Tipo de aro | Hooked | Hooked |
| Tubeless | Sim | Sim |
| Roda livre | Titânio 60 dentes, 6° | Titânio 60 dentes, 6° |
| Núcleo | Shimano HG / SRAM XDR / Shimano MS | Shimano HG / SRAM XDR / Shimano MSR |
| Rolamentos | Aço TPI | Aço TPI |
| Fixação do disco | Center Lock | Center Lock |
| Eixos | 12x100 / 12x142 mm | 12x100 / 12x142 mm |
| Raios suplentes incluídos | Não | 4 |
| Peso máximo do ciclista | 120 kg | 120 kg |
| Certificação | UCI Vertical Impact Test | UCI Vertical Impact Test |
| Preço na IronDeer | 1099 € | 1299 € |
O que salta à vista
O peso, ou melhor, a falta de diferença de peso. Apesar do aro mais alto e dos raios de carbono, ambos os conjuntos são declarados com 1380 ±30 g. Mais 200 € não compram uma roda mais leve.
Compram uma forma diferente. O aro da G50 CS é 8 mm mais alto e 2 mm mais largo por dentro, e os raios de carbono substituem os raios de aço Alpina da G42.
Se as especificações de rodas são novas para si, 28 contra 30 mm internos parece um erro de arredondamento e 42 contra 50 mm parece estética. São precisamente os números que vale a pena perceber quando entram em jogo pneus largos, pressões baixas e velocidade real. As três secções seguintes explicam-nos um a um.
42 mm vs 50 mm: o que a altura do aro muda na bicicleta
A altura do aro é a diferença mais visível. A G42 usa um aro de carbono de 42 mm, a G50 CS um aro de 50 mm, e como ambas têm o mesmo peso declarado, o aro mais alto aqui não custa nada na balança.
A altura do aro descreve a altura da secção de carbono entre o pneu e os raios. Um aro mais alto apresenta ao ar uma forma mais limpa e pode reduzir o arrasto a velocidades mais altas, por isso as rodas altas são comuns na estrada e cada vez mais frequentes nas gravel rápidas. O preço é a área lateral: um aro mais alto dá ao vento lateral mais superfície, e a altura é sempre um compromisso entre aerodinâmica e condução.
Com 42 mm, a G42 fica no meio. Alta o suficiente para deixar para trás as rodas gravel tradicionais mais baixas, mas não tão alta que a aerodinâmica domine o desenho. Se os seus percursos alternam entre alcatrão, gravilha compacta, troços mais duros e terreno aberto, a G42 é um conjunto fácil de viver.
A G50 CS de 50 mm aponta para gravel rápido e all-road. Os 8 mm extra dão ao aro um perfil mais aerodinâmico, e os 30 mm internos foram pensados para pneus largos de 40 a 60C. A Elitewheels descreve-a como um conjunto gravel all-road com raios de carbono, feito para pneus mais largos e terreno exigente.
Para quem já tem experiência: 50 mm não significa mais rápido em todo o lado. A vantagem aerodinâmica cresce com a velocidade e depende da forma completa do aro e do pneu, não só da altura. Em gravilha lenta e técnica, subidas íngremes ou terreno mesmo duro, a pressão, a tração e o controlo contam muito mais do que oito milímetros de aro.
8 mm fazem mesmo diferença?
Oito milímetros parecem pouco, mas a altura do aro percorre toda a circunferência da roda. Passar de 42 para 50 mm muda o perfil lateral, a forma como a roda enfrenta o ar em movimento e quanta superfície o vento lateral encontra.
Se vai notar depende de onde roda. Quem mantém velocidades altas em estradas abertas e gravilha rápida sente o perfil mais alto da G50 CS muito mais do que quem anda em trilhos técnicos lentos, subidas soltas e caminhos florestais. Nas nossas voltas, a altura notou-se em dois sítios: a G50 CS manteve melhor a velocidade no alcatrão e foi a mais sensível ao vento lateral das duas.
Vemos a altura do aro como parte de um sistema, não como um indicador de desempenho isolado. Largura do pneu, largura interna, pressão, peso do ciclista e terreno decidem em conjunto como a roda se comporta.
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Drive G42
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Drive G50 CS
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|---|---|---|
| Altura do aro | 42 mm | 50 mm |
| Carácter | Equilibrado, terreno misto | Mais rápido, orientado à competição |
| Foco em alta velocidade | Moderado | Maior |
| Sensibilidade ao vento lateral | Menor | Maior |
| Ideal para | Gravel versátil e uso polivalente | Gravel rápido e all-road |
28 mm vs 30 mm de largura interna: 2 mm fazem diferença?
A G42 tem 28 mm de largura interna, a G50 CS 30 mm. Dois milímetros parecem nada. Mas a largura interna afeta diretamente a forma como o pneu gravel assenta na roda, e com isso a sua forma, o apoio e a sensação da bicicleta.
A largura interna é a distância entre as paredes interiores do aro, onde assenta o talão do pneu. Não é o mesmo que a largura externa e importa muito mais para a forma do pneu cheio.
Montado o mesmo pneu gravel em dois aros de largura interna diferente, não fica com a mesma forma. Um aro mais largo deixa a carcaça assentar mais aberta, em vez de a puxar para dentro no talão. O resultado é um perfil mais largo e mais bem apoiado e, conforme o pneu, um pouco mais de largura medida e de volume de ar. É por isso que os aros gravel modernos ficaram muito mais largos do que os de estrada.
A Drive G42 combina os 28 mm internos com 36 mm externos e homologação oficial para pneus de 40 a 60C, com 40C como medida recomendada. A Elitewheels apresenta o aro largo como forma de apoiar melhor o pneu e reduzir o “efeito lâmpada” que surge quando um pneu largo assenta num aro estreito.
A Drive G50 CS passa para 30 mm internos e 37 mm externos. Cobre a mesma gama de 40 a 60C, mas aqui a Elitewheels recomenda toda a gama em vez de uma só medida, e aponta o apoio do pneu, a estabilidade com pressões mais baixas e a tração em terreno duro como razões para a largura extra.
O que um aro mais largo faz ao pneu
Imagine o pneu em corte. Num aro mais estreito, os dois talões ficam mais próximos, e a carcaça tem de se curvar mais para fora antes de chegar ao ponto mais largo. Num aro mais largo, os talões começam mais afastados e a mesma carcaça forma um perfil mais largo, com menos estrangulamento na base.
Para quem faz gravel, isso pode mudar várias coisas ao mesmo tempo:
quanto a parede lateral trabalha em curva
a largura real medida do pneu
o volume do pneu
como o piso assenta no chão
a estabilidade do pneu com pressões mais baixas
Nada disto torna 30 mm automaticamente melhor do que 28 mm. Pneu e aro funcionam como sistema. Os fabricantes de pneus dizem o mesmo nas instruções de montagem: largura do pneu e largura interna têm de ser compatíveis, e as medidas reais do pneu variam com a largura do aro, a pressão e a carga.
Isto conta na escolha do pneu. Um pneu com 45 mm marcados no flanco não mede necessariamente 45 mm montado. Num aro mais largo pode ficar mais largo, por isso confirme também a folga real no quadro e na forqueta.
28 mm internos: onde a G42 encaixa
28 mm já é largo por qualquer padrão de estrada e foi pensado para pneus gravel modernos, não para pneus estreitos. Com 40 a 45C, dá ao pneu uma base larga sem empurrar a roda tão longe para o gravel de grande volume como a G50 CS.
Encaixa em quem faz um gravel que mistura estrada, pisos compactos, gravilha normal e longos dias mistos.
A conclusão prática para quem está a começar: 28 mm não é um aro gravel estreito. Já apoia bem os pneus gravel largos modernos. Para os mais experientes, a questão não é se 28 mm chegam, mas se os 2 mm extra trazem algo com as medidas e pressões que realmente usa.
30 mm internos: porque a G50 CS vai mais largo
Com 30 mm, a G50 CS aposta a fundo na filosofia atual de pneus largos, e a vantagem cresce com o volume do pneu. Em 45C, 50C ou mais largo, a largura extra dá à carcaça uma base mais apoiada, o que ajuda em terreno duro e quando baixa a pressão para ganhar tração e conforto.
Os pneus largos já foram pensados para pressões mais baixas do que os pneus de estrada, porque o maior volume de ar absorve melhor os impactos.
O aro mais largo não é licença para baixar a pressão só porque 30 mm é o número maior.
A pressão certa continua a depender do peso do ciclista e da bicicleta, da largura do pneu, da carcaça, de ser tubeless ou com câmara, do terreno, da velocidade e do estilo de condução. Um aro mais largo muda o apoio e a forma do pneu. Não substitui a escolha da pressão certa.
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Drive G42
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Drive G50 CS
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|---|---|---|
| Largura interna | 28 mm | 30 mm |
| Largura externa | 36 mm | 37 mm |
| Pneus compatíveis | 40 a 60C | 40 a 60C |
| Recomendação do fabricante | 40C | 40 a 60C |
| Orientação | Configuração equilibrada para pneus gravel largos | Foco em pneus de maior volume |
O nosso conselho: não escolha só pelo número entre 28 e 30 mm. Parta da largura de pneu, do terreno e da pressão que realmente quer usar, e depois escolha o aro que combina. E, para sermos honestos, no mesmo pneu de 45C com pressões normais não conseguimos sentir com segurança os 2 mm em cima da bicicleta. Mais sobre isso nas impressões de condução abaixo.
Raios de aço vs carbono: G42 e G50 CS comparadas
O material dos raios é a maior diferença de construção entre as duas. A G42 usa raios de aço Alpina Ultralite Aero, a G50 CS raios de carbono de 3,3 mm. Ambas têm 21 raios à frente e 24 atrás com flanges em 2:1, por isso não é uma questão de número de raios, mas do material e da forma como a roda é construída à volta dele.
Os raios não se limitam a ligar o cubo ao aro. São estruturais. A tensão e a rigidez mantêm a forma da roda enquanto acelera, curva e absorve tudo o que o terreno lhe atira.
Os raios de aço fazem este trabalho em rodas de alto desempenho há décadas. São fáceis de assistir, qualquer montador de rodas os conhece e equilibram bem resistência, peso e conforto. Na G42, a Elitewheels mantém a diferença de tensão entre os dois lados do cubo dentro de 7 kgf, uma tolerância mais apertada do que a maioria das rodas 2:1 do mercado.
Os raios de carbono seguem outro caminho. Podem ser muito leves e ao mesmo tempo rígidos, por isso aparecem cada vez mais em rodas de desempenho. A Elitewheels posiciona a sua plataforma de raios de carbono para rigidez lateral e transferência de potência direta, e as rodas com raios de aço mais para flexibilidade e uma condução mais suave.
Um detalhe mantém a comparação honesta: ambos os conjuntos são declarados com 1380 ±30 g. Entre estes dois modelos, os raios de carbono não trazem menos peso total. A G50 CS usa-os como parte de uma roda diferente, com aro mais alto e interior mais largo, e não como uma versão mais leve da G42.
O que os raios de carbono podem mudar na bicicleta
Um sistema de raios mais rígido reduz o quanto a roda se desloca lateralmente sob carga. Na prática, pode dar uma sensação mais direta quando acelera forte, sai de uma curva em sprint ou atira a bicicleta de um lado para o outro.
Mais rígido não é automaticamente melhor. O gravel pede à roda coisas diferentes da competição em estrada lisa. Conforto, tração, durabilidade, pressão e controlo podem contar tanto como a rigidez pura.
Além disso, a roda funciona como um todo. Rigidez do aro, ângulo dos raios, tensão, geometria das flanges do cubo, volume do pneu e pressão moldam o resultado. Não atribuímos todas as diferenças entre G42 e G50 CS apenas ao material dos raios.
Porque os raios de aço continuam a fazer sentido
Os raios de carbono são a tecnologia mais exótica. Isso não torna os raios de aço ultrapassados.
Os raios de aço Alpina da G42 têm uma vantagem prática: rodas convencionais com raios de aço são conhecidas por muitas mais oficinas e montadores. Se viaja com a bicicleta, roda longe de casa ou simplesmente quer uma posse simples a longo prazo, isso conta.
A G42 também não precisa de raios de carbono para ter um peso baixo. Com aço chega aos mesmos 1380 ±30 g declarados.
Se quer um conjunto de carbono gravel rápido, mas não procura especificamente o carácter mais afiado e especializado de uma roda com raios de carbono, a G42 continua a ser muito convincente.
Assistência e substituição de raios
A facilidade de assistência deve ser pensada antes de comprar rodas com raios de carbono, não depois.
Um raio danificado é uma peça pequena, mas pode deixar uma roda em perfeito estado parada até haver a peça e a ferramenta certas. A Elitewheels fornece a G50 CS com quatro raios de carbono suplentes. A G42 não traz nenhum de série, o que na prática pesa menos, porque os raios de aço convencionais são muito mais fáceis de encontrar.
Para quem está em Portugal, comprar localmente muda o dia a dia. A IronDeer é o centro de assistência Elitewheels autorizado para Portugal, e a nossa oficina na Nazaré trata de substituição de raios, centragem, assistência a cubos, troca de rolamentos, inspeção de aros de carbono e garantias de toda a gama Elitewheels. As rodas podem ser entregues em mão ou enviadas do resto de Portugal e da UE.
As peças de desempenho só servem se as conseguir manter a funcionar. Se uma G50 CS precisar de um raio ou de uma inspeção ao aro, tratamos disso aqui em Portugal.
Então, aço ou carbono?
Escolha o sistema de raios como parte do conjunto completo, não como uma linha isolada da ficha técnica.
A G42 com raios de aço serve quem quer um conjunto de carbono gravel leve, com assistência convencional e um carácter polivalente e equilibrado.
A G50 CS segue o caminho do desempenho e junta raios de carbono ao aro mais alto de 50 mm e aos 30 mm internos. É a melhor escolha se procura resposta direta, gravel rápido e uma montagem orientada à competição.
Nenhum material torna um conjunto certo para toda a gente. Terreno, configuração de pneus, estilo de condução e acesso a assistência contam. As nossas voltas acrescentaram um fator que não esperávamos: em terreno duro cheio de pedras e ramos, com os raios de aço convencionais havia simplesmente menos em que pensar.
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Drive G42
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Drive G50 CS
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|---|---|---|
| Material dos raios | Aço Alpina Ultralite Aero | Carbono 3,3 mm |
| Número de raios | 21 à frente / 24 atrás | 21 à frente / 24 atrás |
| Peso declarado | 1380 ±30 g | 1380 ±30 g |
| Raios suplentes incluídos | Não | 4 |
| Foco da construção | Convencional e versátil | Orientada ao desempenho |
| Assistência IronDeer em Portugal | Sim | Sim |
Como testámos a G42 e a G50 CS
A nossa comparação baseia-se em voltas reais, não em testes de laboratório. Rodámos com os dois conjuntos na mesma bicicleta gravel IronDeer em piso misto: alcatrão, gravilha compacta, caminhos florestais, subidas e descidas.
A maior parte foi em gravilha e caminhos florestais, onde estas rodas passam a maior parte do tempo. Juntaram-se troços de alcatrão para ver como a G50 CS, mais alta, se comportava quando a velocidade subia.
As duas configurações usaram Pirelli Cinturato Gravel RH em 700 x 45C, mas não na mesma versão:
G50 CS: Pirelli Cinturato Gravel RH SpeedGRIP, 700 x 45C
G42: Pirelli Cinturato Gravel RH Team Edition, 700 x 45C
Dizemos isto de propósito. Não foi um teste A/B perfeitamente controlado. A construção do pneu influencia a sensação, por isso leia o que se segue como impressões de condução experientes e não como medições isoladas das rodas.
Também não usámos pressões extremamente baixas. O objetivo era rodar com os dois conjuntos como realmente os usaria, sem levar os pneus até ao limite de bater no aro.
Em que nos concentrámos
Em vez de atribuir poupanças de watts inventadas a diferenças que nunca medimos, prestámos atenção ao que um ciclista realmente sente:
aceleração e resposta
velocidade em alcatrão e gravilha rápida
conforto em piso duro
confiança em caminhos florestais e gravilha técnica
estabilidade em curvas rápidas
sensibilidade ao vento lateral
sensação do pneu
que conjunto escolheríamos realmente para cada tipo de volta
São impressões de condução subjetivas, não medições em túnel de vento nem aerodinâmicas controladas.
Como a G42 e a G50 CS se comportam na prática
Na ficha técnica, as duas ficam por vezes surpreendentemente próximas. Em cima da bicicleta, os caracteres separam-se depressa.
A G42 pareceu o conjunto gravel polivalente e familiar: rápido o suficiente para parecer orientado ao desempenho e fácil de confiar em gravilha dura, caminhos florestais e voltas mistas mais longas.
A G50 CS fez-se notar quase de imediato, mas não pelo conforto nem pelas curvas. A sua marca são a velocidade e a resposta. Em pisos rápidos, sobretudo no alcatrão, a bicicleta pareceu mais disposta a acelerar e a manter a velocidade.
Isso não torna nenhuma melhor em todo o lado. Algumas das diferenças mais úteis só apareceram quando o terreno ficou mais duro ou o vento mais forte.
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Critério
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Drive G42
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Drive G50 CS
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|---|---|---|
| Rigidez e resposta | 7/10 | 10/10 |
| Velocidade em alcatrão | 8/10 | 10/10 |
| Conforto em gravilha e caminhos florestais | 10/10 | 10/10 |
| Estabilidade em curvas rápidas | 8/10 | 8/10 |
| Estabilidade com vento lateral | 7/10 | 6/10 |
Aceleração e resposta
A G50 CS foi o conjunto mais reativo no nosso teste.
Ao arrancar forte, ao sair de uma curva ou quando a potência a sério ia aos pedais, a bicicleta com a G50 CS respondia mais depressa.
Não medimos isto com um medidor de potência, por isso não convertemos a sensação num número de desempenho. Subjetivamente, a G50 CS deu à bicicleta um carácter mais afiado e imediato, o que bate com a sua construção: aro mais alto, interior mais largo e raios de carbono apontam todos na mesma direção.
A nossa avaliação: G42 7/10, G50 CS 10/10.
Velocidade em alcatrão
Foi aqui que a G50 CS deixou a impressão mais forte. Num troço de alcatrão, o nosso ciclista manteve cerca de 45 km/h e descreveu-o numa frase que ficou:
A 45 km/h parecia quase que estava a andar com slicks.
É uma impressão de condução, não uma medição aerodinâmica. O aro de 50 mm dá à G50 CS o perfil mais aerodinâmico das duas, mas para nós o que contou foi simplesmente a facilidade com que a bicicleta mantinha a velocidade quando o piso ficava mais liso.
Se os seus percursos gravel têm longas ligações de alcatrão ou piso compacto rápido, este é provavelmente o argumento mais forte a favor da G50 CS.
A nossa avaliação: G42 8/10, G50 CS 10/10.
Conforto em gravilha e caminhos florestais
No conforto não houve diferença. Ambos os conjuntos tiveram a nota máxima, e com as nossas pressões não sentimos qualquer penalização de conforto pelos raios de carbono da G50 CS. Ambas 10/10.
O terreno duro revelou, ainda assim, outra coisa, e foi mais psicológica do que mecânica.
Quando pedras, ramos e terra solta batiam nas rodas, os raios de aço convencionais da G42 deixavam o nosso ciclista mais tranquilo quanto a um possível impacto.
Não danificámos os raios de carbono da G50 CS no teste, e nada nas nossas voltas indica que sejam menos duráveis nestas condições.
Foi simplesmente mais fácil rodar forte em terreno agitado sem pensar num sistema de raios especializado. Se anda muito em caminhos florestais duros, provas com lama ou terreno cheio de obstáculos, essa tranquilidade pode valer tanto como o desempenho puro.
Curvas rápidas
Aqui a diferença foi tão pequena que não afirmamos nenhuma.
O nosso ciclista não notou diferença relevante na estabilidade em curva. Ambas tiveram 8/10. Com pneus de 45C e as nossas pressões, as duas foram previsíveis em curvas rápidas.
Registamo-lo de propósito, porque seria fácil inventar uma diferença só porque um aro é mais largo e tem raios de carbono.
Vento lateral
A G50 CS de 50 mm foi mais sensível ao vento lateral do que a G42 de 42 mm.
Era de esperar pelo perfil lateral maior, mas também se sentiu claramente em cima da bicicleta. Não o suficiente para tornar a G50 CS difícil de conduzir, mas em estradas abertas e com vento mais forte na costa pediu mais atenção.
A nossa avaliação: G42 7/10, G50 CS 6/10.
Se roda em costa aberta ou com vento com frequência, pese isto antes de escolher a roda mais alta só pela velocidade.
Conseguimos sentir 28 mm vs 30 mm de largura interna?
Não de forma clara.
Os dois conjuntos usaram pneus gravel Pirelli de 45C, e não usámos pressões extremamente baixas. Nestas condições, o nosso ciclista descreveu a sensação do pneu como praticamente igual.
Isso não quer dizer que os 2 mm extra não façam nada. Como explicámos acima, a largura interna muda a forma do pneu, a largura medida e o apoio da parede lateral.
Quer dizer que neste teste não conseguimos isolar essa diferença com segurança a partir da sensação.
Uma comparação com medições no mesmo pneu responderia melhor do que a sensação, e queremos fazer esse teste como deve ser antes de escrever algo mais definitivo.
Que conjunto escolheríamos para cada caso
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Utilização
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A nossa escolha
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Porquê
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|---|---|---|
| Voltas longas em piso misto | G42 | Mais versátil, mais fácil de esquecer em piso duro |
| Alcatrão rápido | G50 CS | Visivelmente mais rápida e reativa |
| Gravel rápido e competição | G50 CS | Carácter de desempenho e aceleração |
| Gravilha dura ou técnica | G42 | Mais tranquilidade com pedras, ramos e terra |
| Um só conjunto para tudo | G42 | Uso polivalente mais amplo |
| Segundo conjunto para uma bicicleta de desempenho | G50 CS | A melhor forma de aproveitar o seu carácter rápido |
O veredicto do nosso ciclista
O nosso ciclista de teste descreveu a G42 como exatamente o que espera de um bom conjunto de carbono gravel: leve, bonito, capaz e fácil de conduzir nos terrenos mais variados.
A G50 CS mudou essa expectativa. Pareceu claramente mais orientada ao desempenho, sobretudo a acelerar e em velocidade no alcatrão.
Se montássemos uma bicicleta gravel de raiz com um único conjunto, inclinar-nos-íamos para a G42 pela versatilidade. Se já tivéssemos um conjunto robusto para treino ou mau tempo e quiséssemos um segundo par só para velocidade, escolheríamos a G50 CS.
Esta é a conclusão mais útil do teste, e ajuda mais do que declarar um vencedor.
A G50 CS é o conjunto para quem quer despachar os 100 km depressa e não se importa que a bicicleta atraia uns olhares no café depois.
Assistência, durabilidade e posse a longo prazo
O desempenho é só metade da escolha de um conjunto gravel. Assistência, peças de substituição e acesso a uma oficina qualificada contam tanto quando os quilómetros reais começam a somar-se.
Nem a G42 nem a G50 CS dispensam manutenção. O gravel expõe as rodas a vibrações, impactos, pó, água e cargas elevadas repetidas, por isso verificações regulares do aro, da tensão dos raios, dos rolamentos e da roda livre fazem parte da posse normal.
Para quem está a começar, isso não significa que as rodas de carbono sejam frágeis. Normalmente a manutenção é simples: manter as rodas limpas, estar atento a mudanças na tensão dos raios ou na centragem, verificar o aro depois de um impacto forte e tratar dos rolamentos ou da roda livre quando o estado o pedir.
A diferença entre as duas aparece quando é mesmo precisa uma reparação. A G42 tem raios de aço convencionais. A G50 CS tem raios de carbono roscados, que a Elitewheels desenhou para se substituírem um a um em vez de ficarem colados, e vem com quatro raios suplentes.
O que acontece se um raio partir?
Um raio partido não significa que a roda tenha de ser substituída.
Na G42, a construção com raios de aço segue um conceito de montagem conhecido. Se viaja muito ou depende de oficinas independentes, isso tranquiliza, porque o trabalho em raios de aço é conhecido em todo o lado.
A G50 CS é mais especializada, mas também os seus raios de carbono se substituem um a um, e é precisamente por isso que traz raios suplentes.
A verdadeira diferença não é se a reparação é possível, mas se as peças, ferramentas e experiência certas estão disponíveis quando precisa delas.
Cubos, rolamentos e centragem
Os raios são só uma parte da manutenção. Com o tempo, o que mais vai pedir atenção são os rolamentos, o mecanismo da roda livre e a centragem.
Se uma roda ganha folga, os rolamentos fazem um som estranho, o som da roda livre muda ou a roda fica visivelmente empenada, verifique o cubo em vez de continuar até piorar. Uma roda depois de um impacto forte deve ser verificada quanto a danos no aro, empeno e alterações na tensão dos raios, mesmo que nada pareça partido.
A Elitewheels distingue claramente entre defeitos de fabrico e alterações causadas pelo uso, impactos ou quedas, e recomenda verificações regulares por um mecânico qualificado, incluindo tensão dos raios dentro das especificações. Os rolamentos são peças de desgaste e não estão cobertos pela garantia normal.
Inspeção do aro de carbono depois de um impacto
Os danos em carbono nem sempre se veem num olhar rápido.
Depois de um buraco forte, uma queda ou um impacto direto no aro, mande verificar a roda antes de continuar a usá-la com intensidade. A nossa inspeção inclui a superfície do aro, um teste de toque, a pista de travagem e a integridade da base dos raios, bem como centragem e tensão dos raios, e o resultado fica documentado com fotografias. Esse relatório mostra se o dano é estético ou se a roda é um caso de garantia ou de substituição por queda.
Isto importa mais para quem faz gravel do que para quem faz estrada, simplesmente porque os impactos são mais frequentes.
O que a garantia Elitewheels cobre realmente
A Elitewheels dá ao primeiro proprietário uma garantia limitada de três anos a partir da data de entrega, alargável a cinco anos mediante pagamento. Cobre defeitos de fabrico e de materiais em uso normal e adequado, e não é transmissível.
A fronteira entre defeito de fabrico e dano de utilização é importante. Desgaste normal, quedas, colisões e danos causados por fatores externos não são casos de garantia, e os rolamentos são considerados peças de desgaste.
Para quedas existe outro caminho. A Elitewheels oferece ao primeiro proprietário, nos três anos seguintes à compra, uma substituição por queda com 38% de desconto sobre o preço original da roda danificada. Cobre os casos que a garantia não cobre: buracos, incidentes em prova, objetos na estrada, qualquer situação em que a roda deixa de ser segura mas a causa não foi um defeito de fábrica.
Guarde o comprovativo de compra e trate as reclamações, sempre que possível, através do canal onde comprou.
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Resumo
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Cobertura
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|---|---|
| Garantia normal do conjunto | 3 anos desde a entrega, primeiro proprietário |
| Garantia alargada | Até 5 anos mediante pagamento |
| Defeitos de fabrico e materiais | Cobertos |
| Rolamentos | Peça de desgaste, não cobertos |
| Danos por queda e fatores externos | Avaliados à parte, substituição por queda a 38% em 3 anos |
| Transmissível a novo proprietário | Não |
Assistência Elitewheels em Portugal
Uma vantagem de comprar um conjunto de desempenho localmente é saber o que acontece quando um dia precisar de algo.
A IronDeer está listada em elite-wheels.com como parceiro oficial de assistência em Portugal, a única oficina do país autorizada para garantias, inspeções de aros de carbono, assistência a cubos, substituição de raios e rolamentos e avaliação após queda em toda a gama Elitewheels. As rodas podem ser entregues na oficina na Nazaré ou enviadas do resto de Portugal e da UE. O prazo habitual entre a entrega e a devolução é de 7 a 21 dias na maioria das garantias, conforme a disponibilidade de peças.
Nas garantias trabalhamos diretamente com a Elitewheels. Não envia nada para a China nem negocia sozinho uma avaliação técnica com uma fábrica.
Isso não torna a G42 ou a G50 CS isentas de manutenção. Mas torna a posse a longo prazo muito mais simples quando peças especiais ou apoio de garantia forem mesmo precisos.
Qual é mais simples de manter?
Se a facilidade de assistência é prioridade, a G42 tem a configuração mais convencional. Os raios de aço são tecnologia conhecida, o que ajuda se viaja muito ou depende de várias oficinas ao longo do tempo.
A G50 CS pede um pouco mais à assistência por causa dos raios de carbono, mas a construção é reparável e traz raios suplentes. Com acesso a um parceiro de assistência Elitewheels, a diferença prática diminui muito.
Por isso não decidiríamos entre as duas por receio da manutenção dos raios de carbono. A pergunta mais útil é se a construção orientada ao desempenho da G50 CS vale o sistema de componentes mais especializado e se há apoio onde roda.
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Posse
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Drive G42
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Drive G50 CS
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|---|---|---|
| Raios | Aço | Carbono |
| Raio individual substituível | Sim | Sim |
| Dependência de peças especiais | Menor | Maior |
| Assistência a cubos e rolamentos | Quando necessário | Quando necessário |
| Inspeção do aro de carbono | Depois de impactos fortes | Depois de impactos fortes |
| Assistência Elitewheels em Portugal | IronDeer | IronDeer |
| Garantia normal do fabricante | 3 anos | 3 anos |
Para quem é a Elitewheels Drive G42?
A G42 é a opção polivalente mais descomplicada. Aro de carbono de 42 mm, 28 mm internos, raios de aço e pneus de 40 a 60C formam uma configuração gravel moderna para pneus largos, sem ir tão longe como a G50 CS, mais alta e com raios de carbono.
Não é uma roda básica. Com 1380 ±30 g declarados, aro de carbono hooked, núcleo de titânio numa só peça com 60 dentes e 6 graus de engate, a G42 está claramente no território do desempenho. O que continua convencional é o que conta para a posse a longo prazo: raios de aço, construção conhecida e altura de aro moderada.
Para muitos ciclistas, esta combinação é mais útil do que comprar simplesmente a especificação mais agressiva disponível.
A G42 faz mais sentido se
Roda mesmo em pisos mistos. Se os seus percursos juntam regularmente alcatrão, gravilha compacta, troços mais duros e longos dias mistos, a G42 é o ponto de partida lógico. 42 mm é alto o suficiente para ser orientado ao desempenho, e a roda continua claramente a ser um produto gravel e não uma roda aero de estrada para alguma gravilha ocasional.
Usa sobretudo pneus de 40 a 45C. A Elitewheels homologa a G42 para 40 a 60C e indica 40C como medida recomendada. Os seus 28 mm internos já são muito mais largos do que um aro de estrada tradicional e dão aos pneus gravel modernos uma base larga.
Valoriza a facilidade de assistência. Os raios de aço Alpina Ultralite Aero são de série. Isso ajuda se viaja com a bicicleta, roda longe de casa, depende de várias oficinas ou simplesmente prefere tecnologia de rodas conhecida. Não quer dizer que a G50 CS seja difícil de manter. A G42 depende apenas menos de um sistema de raios especializado.
Roda em terreno duro cheio de obstáculos. Isto veio das nossas voltas, não da ficha técnica. Em caminhos florestais onde pedras e ramos batem nas rodas, os raios de aço convencionais deixaram o nosso ciclista claramente mais tranquilo. Não danificámos os raios de carbono da G50 CS e nada indica que sejam frágeis. Foi só mais fácil rodar forte sem pensar neles.
Quer desempenho sem pagar por características que não vai usar. A 1099 €, a G42 custa menos 200 € do que a G50 CS. Se não precisa especificamente de aro de 50 mm, 30 mm internos e raios de carbono, mantém a maior parte da especificação gravel de topo sem pagar por essas diferenças. Isso é diferente de lhe chamar a opção barata. A 1099 € não é.
Quando não escolheríamos a G42
A G42 convence menos se a sua montagem aponta especificamente para competição gravel rápida, all-road a alta velocidade ou pneus de maior volume, e quer claramente o perfil de 50 mm, os 30 mm internos e os raios de carbono da G50 CS.
Se já tem a certeza de que essas características combinam com a sua forma de rodar, comprar a G42 para poupar 200 € leva à conhecida situação de fazer upgrade duas vezes em vez de comprar logo o que queria. O contrário também é verdade: pagar mais pela G50 CS só compensa se essas diferenças forem relevantes para si.
A G42 é provavelmente o seu conjunto se:
quer um conjunto para gravel versátil
usa sobretudo pneus gravel largos modernos, sobretudo entre 40 e 45C
valoriza a facilidade de assistência
prefere raios de aço
não precisa de um aro aero de 50 mm
prefere gastar os 200 € em pneus, num bike fit ou em assistência
A G42 é um bom conjunto gravel polivalente?
Sim. Pela especificação, a G42 serve quem procura um conjunto de carbono leve com aro largo para gravel misto. Aro hooked de 42 mm, 28 mm internos, raios de aço e pneus de 40 a 60C fazem dela uma configuração versátil e não uma roda para um único cenário de competição.
42 mm · 28 mm internos · 1380 ±30 g · raios de aço · 1099 €
Para quem é a Elitewheels Drive G50 CS?
A G50 CS é para quem leva a sua gravel para o gravel rápido e o all-road. Aro de carbono de 50 mm, 30 mm internos e raios de carbono de 3,3 mm tornam-na numa proposta diferente da G42, não numa versão mais cara dela.
Foi construída à volta de uma plataforma de pneus mais larga, com homologação e recomendação para toda a gama de 40 a 60C, aro hooked, tubeless-ready, núcleo de titânio numa só peça com 60 dentes e 6 graus de engate, e os mesmos 1380 ±30 g declarados por par.
É interessante se quer juntar pneus gravel largos a um aro aerodinâmico mais alto e raios de carbono, em vez da roda mais simples possível.
A G50 CS faz mais sentido se
A velocidade em gravilha rápida e alcatrão é prioridade. O aro de 50 mm dá à G50 CS um perfil mais agressivo. Isso não torna 50 mm mais rápido em todo o lado, mas faz mais sentido quando uma parte relevante das suas voltas é a velocidade alta em gravilha lisa, piso compacto, estradas onduladas e longos troços abertos. Se roda sobretudo devagar, em terreno técnico e duro, o potencial aerodinâmico conta menos.
Foi a vencedora clara no alcatrão no nosso teste. A cerca de 45 km/h num troço de alcatrão, o nosso ciclista disse que parecia quase andar com slicks. É uma impressão e não uma medição, mas foi a diferença mais clara entre os dois conjuntos em todo o teste.
Quer uma plataforma de pneus mais larga. 30 mm internos contra 28 mm. A Elitewheels desenhou a G50 CS especificamente para pneus de 40 a 60C, com o aro mais largo a melhorar o apoio e a estabilidade com pressões mais baixas. Em 45C, 50C ou mais, esta plataforma é um dos argumentos mais fortes a favor da G50 CS.
Quer a construção com raios de carbono. Raios de carbono de 3,3 mm, 21 à frente e 24 atrás. A Elitewheels constrói a plataforma a pensar em rigidez e transferência de potência direta, o que é atraente se valoriza uma resposta direta a acelerar e aceita um sistema de componentes um pouco mais especializado. Ainda assim, não atribuímos todas as diferenças de condução apenas aos raios.
Já sabe que quer uma montagem orientada à competição. Esta é a maior diferença. A G42 funciona como escolha polivalente ampla. A G50 CS faz mais sentido quando as suas prioridades já apontam para velocidade, pneus largos e uma configuração race gravel moderna, em vez de simplesmente querer um bom conjunto de carbono.
Quando não escolheríamos a G50 CS
A G50 CS é desnecessária se roda sobretudo com calma em piso misto, raramente anda a alta velocidade ou não precisa da altura, largura e raios de carbono extra.
Também é menos atraente se dá muita importância à assistência convencional, sobretudo em viagem longe de oficinas especializadas, ou se roda em terreno aberto e ventoso. O aro mais alto foi o mais sensível ao vento lateral nas nossas voltas.
E tem os mesmos 1380 ±30 g declarados que a G42. Os 200 € extra não compram um conjunto mais leve, mas um conceito de aro e raios diferente. Tenha isso presente antes de encomendar.
A G50 CS é provavelmente o seu conjunto se:
faz gravel rápido ou percursos mistos de alcatrão e gravilha
quer especificamente um perfil de aro de 50 mm
prefere 30 mm internos para pneus de maior volume
os raios de carbono o atraem
monta a bicicleta à volta de pneus de 45 a 60C
dá mais valor ao desempenho do que a uma construção de roda convencional
A G50 CS é uma boa escolha para gravel rápido?
Sim. Pela especificação, a G50 CS foi claramente feita para gravel rápido e orientado ao desempenho. Aro de 50 mm, 30 mm internos, raios de carbono e pneus de 40 a 60C tornam-na especialmente interessante para quem quer um conjunto gravel mais alto, mais largo e mais orientado à competição.
50 mm · 30 mm internos · 1380 ±30 g · raios de carbono · 1299 €
A G50 CS vale mais 200 € do que a G42?
Na IronDeer, a Drive G42 custa 1099 € e a Drive G50 CS 1299 €. A questão não é qual tem a especificação mais agressiva, mas se as diferenças são úteis para a forma como roda.
Pagar mais não compra um conjunto mais leve. Ambos são declarados com 1380 ±30 g. O suplemento vai para um conceito de roda diferente: 50 em vez de 42 mm, 30 em vez de 28 mm internos, e raios de carbono de 3,3 mm em vez de aço Alpina.
Veja os 200 € como o custo de uma construção mais alta, mais larga e mais especializada, não de menos gramas.
O que os 200 € extra compram
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Drive G42
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Drive G50 CS
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|---|---|---|
| Altura do aro | 42 mm | 50 mm |
| Largura interna | 28 mm | 30 mm |
| Largura externa | 36 mm | 37 mm |
| Raios | Aço Alpina | Carbono 3,3 mm |
| Peso declarado | 1380 ±30 g | 1380 ±30 g |
| Pneus recomendados | 40C | 40 a 60C |
| Raios suplentes | Nenhum | 4 incluídos |
| Preço na IronDeer | 1099 € | 1299 € |
A G50 CS não lhe dá vinte por cento mais roda por custar cerca de vinte por cento mais. Dá-lhe prioridades diferentes: um perfil de aro mais alto, uma plataforma de pneus mais larga e um sistema de raios de carbono.
Quando os 200 € extra compensam
O suplemento justifica-se mais facilmente quando várias diferenças da G50 CS combinam ao mesmo tempo com a sua montagem. Torna-se mesmo interessante se:
quer conscientemente uma roda gravel com 50 mm de altura
quer usar pneus mais largos, de 45 a 60C
valoriza a plataforma de 30 mm internos
quer especificamente raios de carbono
passa uma parte relevante do tempo em gravilha rápida ou em alcatrão e gravilha misturados
está a montar uma bicicleta com um carácter claramente orientado ao desempenho
Nesse caso, os 200 € não pagam uma especificação isolada, mas um conjunto cujo desenho completo está mais próximo do que já quer. Se sabe que é isso que procura, sai mais caro comprar primeiro a G42 e fazer upgrade depois.
Quando pouparíamos os 200 €
O suplemento faz muito menos sentido se a principal atração for a G50 CS ser o modelo mais caro.
Se roda em piso misto, está satisfeito com 40 a 45C, os raios de aço lhe servem e não tem uma razão especial para um aro mais alto, a G42 já oferece uma especificação de muito alto nível. Continua a ser um conjunto de carbono com 1380 ±30 g, 28 mm internos, aro hooked, pneus de 40 a 60C e roda livre de titânio com 60 dentes.
Nesse caso, poupar 200 € não significa aceitar um compromisso relevante de desempenho para o seu uso. E 200 € podem render mais noutro sítio: melhores pneus, um bike fit profissional, assistência ou um componente que resolva um problema que realmente sente.
A melhor pergunta não é qual é melhor
A melhor pergunta é que diferenças vai realmente usar.
Escolha a G42 se quer um conjunto de carbono gravel leve e versátil e não tem uma necessidade específica de aro mais alto, interior mais largo e raios de carbono.
Escolha a G50 CS se são exatamente essas três coisas que procura e se combinam com os pneus, o terreno e o estilo de condução que tem em mente.
Para o ciclista certo, a G50 CS justifica facilmente os 200 € extra. Para quem não beneficia dessas diferenças, a G42 é a compra mais inteligente.
Teste Elitewheels na Nazaré antes de comprar
As fichas técnicas estreitam a escolha. Não dizem como um conjunto se sente na sua bicicleta.
Altura do aro, largura interna, material dos raios e peso são números úteis. Mas a experiência depende também dos pneus, da pressão, da geometria do quadro, do seu peso, do terreno e do estilo de condução. Por isso preferimos que os ciclistas sintam um conjunto de desempenho em estradas reais, em vez de tomarem uma decisão de quatro dígitos com base numa tabela.
No centro de testes Elitewheels da IronDeer na Nazaré, os testes fazem-se em terreno real da Costa de Prata. Nada de uma volta ao parque de estacionamento, mas percursos com subidas, descidas e pisos mistos reais, onde as diferenças entre rodas, pneus e configuração se percebem muito melhor.
Traga a sua bicicleta compatível e montamos o conjunto de teste na oficina da Nazaré. Vale a pena, porque avalia as rodas numa bicicleta que conhece, em vez de ter de separar um quadro desconhecido de uma roda desconhecida. Se viajar sem bicicleta, pode fazer o teste numa bicicleta IronDeer.
Porque preferimos testar em estradas reais
Um conjunto pode parecer perfeito no papel e mesmo assim não ser o que prefere.
Um aro mais alto atrai um ciclista que passa muito tempo a alta velocidade. Outro dá mais valor à condução, à configuração de pneus ou à facilidade de assistência. O mesmo vale para raios de carbono, aros largos e pressão. Uma vantagem técnica só conta se combinar com a forma como a bicicleta é realmente usada.
Por isso, o nosso conselho depois de comparar a G42 e a G50 CS não é escolher a especificação mais agressiva.
Escolha a roda cujas características resolvem um problema que realmente tem.
E se, depois de ler os números, ainda estiver indeciso, uma hora em terreno real diz-lhe mais do que outra hora com tabelas de componentes.
Como funciona o teste IronDeer
1. Marque a sessão. Os testes na Nazaré são feitos por marcação.
2. Preparação da bicicleta. Montamos as rodas de teste numa bicicleta compatível e preparamos a configuração para a volta.
3. Rode em terreno real. Escolha um percurso que combine com o que quer avaliar, desde uma volta curta local até um dia mais longo com desnível a sério.
4. Decida depois. A sessão custa 50 €, descontados na totalidade numa compra de rodas elegível feita connosco.
Ver modelos de teste, disponibilidade e condições atuais
Em que reparar ao testar rodas
Não tente responder nos primeiros cinco minutos se a roda é rápida. Repare antes em coisas concretas:
como a bicicleta responde ao acelerar
quão estável a roda fica em curvas rápidas
como chegam os impactos pequenos e grandes
como a bicicleta se comporta em velocidade
o que acontece com vento lateral
se a sua pressão habitual continua a parecer certa
se prefere o carácter geral da bicicleta ao que tem com as rodas atuais
Um teste não serve para provar que a roda mais cara é a melhor, mas para perceber se as características por que paga se sentem e valem o dinheiro para si.
É possível testar especificamente a G42 ou a G50 CS?
Os modelos de teste mudam com o tempo. Se está a considerar a G42 ou a G50 CS, contacte-nos antes da visita e confirmamos a configuração disponível mais próxima, o núcleo certo para a sua bicicleta e as opções de teste atuais.
Elitewheels G42 vs G50 CS: perguntas frequentes
As perguntas que os ciclistas mais nos fazem quando escolhem entre os dois conjuntos gravel Drive.
G42 ou G50 CS: qual escolher?
Não são duas versões do mesmo conjunto numa hierarquia de bom, melhor, excelente. Partilham o peso declarado de 1380 ±30 g, aceitam pneus de 40 a 60C e têm aros de carbono hooked, tubeless-ready, mas foram construídas à volta de prioridades diferentes.
A Drive G42 junta aro de 42 mm, 28 mm internos e raios de aço Alpina. É a escolha mais convencional e mais abrangente: leve, larga o suficiente para pneus gravel modernos e fácil de perceber como configuração polivalente.
A Drive G50 CS vai para o gravel rápido e o all-road com aro de 50 mm, 30 mm internos e raios de carbono de 3,3 mm. É a opção especializada para quem quer especificamente um perfil mais alto, uma plataforma de pneus mais larga e raios de carbono.
Em vez de perguntar qual é o melhor conjunto, pergunte qual resolve os problemas que realmente tem na sua bicicleta.
Faz uma grande mistura de pisos e quer um conjunto de carbono gravel de qualidade sem precisar de aros de 50 mm ou raios de carbono? A G42. Está a montar a bicicleta conscientemente para velocidade, pneus mais largos e um carácter de competição? Então a altura, a largura e os raios de carbono extra da G50 CS são muito mais fáceis de justificar.
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Escolha a
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Drive G42 se
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Drive G50 CS se
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|---|---|---|
| Configuração | 42 mm / 28 mm / raios de aço | 50 mm / 30 mm / raios de carbono |
| Condução | Gravel versátil, pisos mistos, dias longos | Gravel rápido e all-road |
| Pneus | 40 a 45C são o centro | Planeia usar 45 a 60C |
| Altura do aro | Não precisa de 50 mm | Quer especificamente o aro mais alto |
| Assistência | Valoriza a assistência convencional | Aceita um sistema especializado |
| Preço | 1099 € | 1299 € |
A nossa escolha na prática
Depois de rodar com as duas em piso misto, a G42 pareceu o que esperamos de um bom conjunto de carbono gravel: leve, capaz e fácil de conduzir em todo o lado. A G50 CS pareceu mais afiada. A diferença foi mais clara a acelerar forte e em velocidade no alcatrão, e menor em curvas rápidas e no conforto, onde não conseguimos distinguir as duas.
Em dois pontos o compromisso vai no sentido contrário. O aro mais alto foi mais sensível ao vento lateral, e em terreno duro cheio de obstáculos a G42 com raios de aço foi simplesmente a roda com que nos preocupámos menos.
Uma bicicleta gravel de raiz com um único conjunto? A G42, pela versatilidade. Com um conjunto robusto para o dia a dia na garagem e espaço para um segundo par só para velocidade? A G50 CS.
Isso não torna nenhuma delas o melhor conjunto para todos os ciclistas. Combina com a forma como usamos a bicicleta, e é precisamente essa pergunta que vale a pena fazer sobre a sua.
Ainda indeciso?
Não decida só pela altura do aro ou pelo material dos raios. Diga-nos o modelo do quadro, a medida de pneu atual, o terreno habitual e o que quer melhorar, e ajudamos a perceber que conjunto combina melhor com a sua configuração. Se está em Portugal, pergunte pelas opções de teste Elitewheels na Nazaré antes de encomendar.
Em resumo
Escolha a Elitewheels G42 para uma configuração gravel de 42 mm leve e versátil, com raios de aço. Escolha a G50 CS se quer especificamente um aro mais alto de 50 mm, 30 mm internos e raios de carbono para uma montagem mais orientada ao desempenho. Ambas são declaradas com 1380 ±30 g, por isso a decisão é sobre carácter e utilização, não sobre peso.